Liftoff - Get Lifted

12 de Maio, 2011

Get Lifted

SER EMPREENDEDOR

Empreendedorismo é uma forma de estar e de agir perante a identificação permanente de oportunidades sendo um processo dinâmico na busca de soluções.

Ser empreendedor implica ter iniciativa e entusiasmo naquilo em que acredita. Não ter medo de enfrentar o mundo. Reconhece que o risco faz parte do caminho do sucesso e não se deixa atormentar pelo possível fracasso. Tem confiança em si mesmo, age com persistência , toma decisões e aceita e responde por tudo aquilo que assume.

Da ideia à oportunidade

Nem todas as ideias são exequíveis. Uma boa ideia pode não ser aceite no mercado por motivos variados. O verdadeiro desafio está em identificar nas necessidades encontradas respostas inovadores e abrir novos mercados. Naturalmente, nestes casos o nível de risco é elevado mas possivelmente também trará mais retorno. No entanto ao seguirmos ideias já existentes, torna-se necessário torná-las diferenciadoras, que as distinga das demais. Na realidade se a ideia for mesmo boa, ela vai ter sucesso e vingar e quem o vai decidir é o mercado. Este é quem vai dar o juízo final e testar a viabilidade da ideia.

Desta forma, antes de avançar é essencial fazer uma análise ao mercado e tentar perceber se ele está preparado para receber a proposta de valor apresentada.

Assim, estudar a atratividade do mercado, do sector de negócio, as vantagens competitivas, a implementabilidade da ideia e a importância dos impactos no mercado e comunidade ajudam na orientação e minimizam a hipótese de erro.

Da oportunidade ao negócio

Assumidos todos os pressupostos inerentes do estudo realizado é altura de avançar com o modelo de negócio. Este pretende definir a estratégia de atuação do negócio de forma a que a proposta de valor possa render e a empresa ganhar dinheiro. Passamos então à criação e formalização da empresa.

O Plano de Negócios é a definição por escrito das principais variáveis do negócio. A sua elaboração é importante não só na procura de financiamento e recursos, mas essencialmente na busca de informação detalhada sobre o ramo, clientes, fornecedores e também no sentido de descobrir os pontos forte e fracos do negócio, pretendendo reduzir os erros antes que sejam cometidos no mercado.

Este documento deve conter as seguintes informações: Sumário executivo do negócio; apresentação dos promotores e da empresa; explicitação da ideia e da sua proposta de valor; o estudo mercado; a concorrência e vantagens competitivas; análises estratégicas; a operacionalização, ou seja, a forma como se irá implementar a ideia; marketing e vendas e por último a projeção financeira, no mínimo de três anos.

Soluções de financiamento

Recursos próprios

Este é um dos recursos financeiros mais imedia- tos, embora nem sempre esteja disponível, pelo menos no montante necessário ao desenvolvi- mento de alguns negócios. Contudo, se tenciona apresentar um pedido de financiamento a algumas das fontes em baixo elencadas, o investimento de capital próprio é uma demonstração de confiança no projeto que conta para a decisão do financiador. A grande vantagem deste tipo de financiamento é que não tem custos associados, para além do custo de oportunidade.

Business angels

São indivíduos, normalmente antigos empreende- dores ou empresários, que pretendem investir em novos negócios. A título privado, investem em pro- jetos de média dimensão normalmente em fases de pouca maturidade, aos quais o capital de risco institucional não dá resposta, através daquilo a que se designa de seed capital e early stage.
- Associação Portuguesa dos Business Angels (www.apba.pt)
- FNABA: Federação Nacional de Business Angels (www.fnaba.org)

Sociedades de Capital de Risco

Ao contrário dos anteriores, os financiadores de capital de risco são investidores profissionais, em que a Sociedade de Capital de Risco assume uma participação minoritária e temporária no capital da empresa a financiar. Normalmente financiam projetos de média e grande dimensão que demons- trem elevado potencial de retorno.
-Associação Portuguesa de Capital de Risco e de Desenvolvimento (www.apcri.pt)

Financiamento bancário

Os bancos começam a desenvolver soluções de financiamento mais adequadas às necessidades dos empreendedores, nomeadamente através do microcrédito. Contudo este tipo de financiamento não tem como vocação assumir risco, por isso não só é difícil de obter nas primeiras fases da empre- sa, como exige várias garantias, nomeadamente da parte do empreendedor.
- Mais informação nos websites das diferentes instituições bancárias.

Financiamento público de programas de incentivo

São fontes de financiamento facultadas pelo Esta- do Português e/ou por Fundos Comunitários que visam a promoção da competitividade da economia e o apoio ao empreendedorismo.
-Mais informação no Portal da Empresa:
(www.portaldaempresa.pt/CVE/pt/AreasdeInteresse/Investimento_ Financiamento/Apoios_ Incentivos)

Crowdfunding

É um sistema de financiamento cooperativo que cobre pequenas necessidades de capital, através da qual diversos investidores podem contribuir para o mesmo projeto com quantias tão pequenas como 5 euros. Através de uma plataforma online, os empreendedores apresentam as suas ideias tentando recolher pequenas contribuições de um elevado número de pessoas. Além de financiamen- to, os empreendedores podem também angariar colaboradores e parceiros.
- Massivemov (www.massivemov.com)
- PPL (www.ppl.com.pt)
- RedeBiz (redebiz.net/projetos)
- Markup crowdfundig (crowdfunding.redes-sociais.com)