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2018-07-17 15:04:29

STARTPOINT@UM - 10ª Edição - Novembro 2018

A Associação Académica da Universidade do Minho, através dos seu dois Gabinetes Técnicos - GIP e LIFTOFF - irá realizar mais uma edição da STARTPOINT@UM em Novembro de 2018. A 10ª Edição da maior feira de emprego e empreendedorismo da Universidade do Minho acontece nos dias 14 e 15 de Novembro (formato expositor para as empresas) e no dia 13, à semelhança de edições anteriores, um dia de preparação será oferecido aos participantes com vários workshops.

 

As empresas interessadas em fazer pré-incrição para os dias de exposição de empresas poderão demonstrar interesse através do preenchimento do seguinte formulário: http://liftoff.aaum.pt/index.php/formacao/view/id/312

Este evento é aberto a toda a região.

Para mais informações: liftoff@aaum. pt / gip@aaum.pt



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2018-07-17 11:55:58

O Mundo está a mudar!

Está satisfeito com o desempenho do seu projeto empresarial?

Desenvolveu ou implementou alguma inovação na última semana? No último mês? Então e no último ano?

Que resultados obteve? Lembre-se que o não pode ser medido não pode ser gerido.

Observa outras empresas/empreendedores? O benchmarking é crucial independentemente da fase em que se encontra a sua ideia de negócio ou o seu projeto empresarial.



A imprevisibilidade é extraordinária. Não temos ideia de como será o mundo daqui a 3 anos mas queremos educar os nossos jovens para estarem prontos para o mercado de trabalho dessa altura, dedicamo-nos a pensar em produtos/serviços que gostaríamos de lançar no futuro, tentamos prever o que nos será comprado e o que será rejeitado. Independentemente de todo o contexto de incerteza em que esta se desenrola, a inovação é algo crucial e todos nós apreciamos o seu valor. "Inovar ou não Inovar?" deixou de ser uma dúvida. A verdadeira pergunta que deve colocar é "Como Inovar?".

 

Implementar novas ideias que gerem valor é inovação e este tem fortemente associado a si componente da criatividade. Até aqui talvez todos concordemos, mas será que estamos de acordo quanto ao facto de a criatividade ser tão importante como a literacia e de que devem ser tratadas ao mesmo nível? Ken Robinson - escritor, palestrante e consultor internacional em educação – defende esta ideia e acrescenta que as escolas estão a educar sem atender à capacidade criativa das pessoas. Porém, se não temos o poder de alterar o nosso sistema de ensino temos, certamente, a capacidade de incluir a criatividade e inovação nas nossas atividades.


Mas, num mundo em constante mudança, como podemos inovar?


1º Passo: Observando as tendências.

Veja em que sentido o mercado caminha, quais as preferênciais atuais dos consumidores, perante que produtos/serviços eles mostram ter maior interesse e quais as formas de comunicação e de distribuição a que são menos avessos. Só estando atento ao que o mercado lhe diz poderá identificar uma real oportunidade de mercado e inovar.


2º Passo: Mudando Mentalidades.

Estamos numa nova era - a era da criatividade - caracterizada disciplina, multidisciplinaridade, velocidade, diversidade, qualidade de recursos (humanos e não só), aprendizagem com a crítica e um pensamento global. Parece difícil de acompanhar? Talvez seja mais fácil se encarar a inovação como um desporto de equipa onde há grande colaboração. Adapte-se!


3º Passo: Sabendo contornar as regras.

Pense fora da caixa. Porque tem que fazer o que toda a concorrência faz? Só porque funciona?

 

Uma miúda estava a desenhar na aula e o professor perguntou:

- O que estás a desenhar?

- Deus.

- Mas ninguém sabe como Deus é.

- Vão saber daqui a uns minutos.

 

As crianças arriscam, não têm medo de estar erradas. Os adultos perdem esta capacidade e passam a ter medo de errar. Ainda que sem máquina do tempo, recue uns anos da sua vida e resgate o espírito mais arrojado que se perdeu no seu crescimento. 


4º Passo: Acreditanto na mudança constante.

"Tudo o que podia ser inventado já foi inventado". Charles Duell, comissário dos escritórios de patentes dos EUA, 1899.

"A TV nunca será concorrente da rádio porque as pessoas precisam de se sentar e fixar os olhos e a família americana não tem tempo para isso." NY Times, 1939.

Evite este tipo de pensamento e lembre-se sempre que "a melhor forma de prever o futuro é criando-o" (Peter Drucker).


5º Passo: Estando apto para a geração de ideias.

Como?

Procure resolver problemas de mercado, combine e recicle o que já é feito, evite que algo bom termine, elimine o impossível, não mate as ideias à nascença! Invista no brainstorming.


6º Passo: Procurando pessoas a quem Guy Kawasaki chama de almas gémeas.

Procure envolver pessoas que gostem tanto da sua ideia de negócio/projeto empresarial como você. Mas há algo em que essas pessoas devem estar a outro nível: devem ser melhores que você e isso é algo que não deve temer e muito menos evitar.

 

7º Passo: Ouvindo

Confie na sua equipa, ouça as suas deias. E se de capacidade de ouvir se fala não podemos deixar de reforçar que o cliente não tem sempre razão mas deve ser ouvido.

 

8º Passo: Tendo em conta o contexto

Atenção que o que funciona na Google pode não funcionar na sua empresa.

 

A inovação nunca é fácil, mas é sempre possível.

 

 

Joana Barbosa


Licenciada em Economia na Universidade do Minho foi também nesta entidade que conluíu o Mestrado em Economia Industrial e da Empresa. Foi com o estágio profissional no LIFTOFF - Gabinete do Empreendedor da AAUM, onde mais tarde ficou como técnia responsável, que consolidou o gosto pelo mundo do empreendedorismo. Durante muito tempo aliou este cargo à Investigação no NIPE (Núcleo de Investigação em Políticas Económicas, Escola de Economia e Gestão , Universidade o Minho) tendo anteriormente desempenhado o papel de formadora também em temáticas relacionadas com o empreendedorismo. Atualmente, a par da investigação mantém a ligação a esta área  sendo um dos elementos da equipa responsável pelo projeto Novo Rumo a Norte da Associação Empresarial de Portugal e uma das mentoras da Rede Nacional de Mentores do IAPMEI.


Artigo de opinião elaborado no âmbito da revista Get Started Nº3 | Projeto LIFTOFF

 

Não é autorizada a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização do autor e do LIFTOFF.

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2018-07-02 15:49:18

Os Desafios dos Empreendedores de Hoje

O CAR-IDT CITEVE (Centro de Alto Rendimento em Investigação, Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia do CITEVE) foi criado em 2011 com o objetivo de potenciar o sucesso das iniciativas e ideias empresariais de base tecnológica, assente num conceito inovador de alojamento de Empreendedores e Núcleos de IDT de empresas do Sector Têxtil e do Vestuário.



Ao longo destes últimos seis anos foram diversas as iniciativas desta incubadora que induziram o espírito empreendedor a incorporar inovação em produtos e processos têxteis, através de programas de aceleração de ideias com mentoria e coaching associados, ou ainda no suporte ao lançamento de novas empresas de base tecnológica.



Não obstante toda esta dinâmica, bem como o facto de a incubadora estar instalada dentro do Centro Tecnológico do sector, de reconhecida excelência a nível europeu, continua a verificar-se um sucesso reduzido quando contabilizadas as inovações de empreendedores que chegam à industrialização do produto ou as novas empresas que se conseguem manter no mercado por mais do que três anos.

Interessa, pois, perceber porquê! No meu entender, as razões são diversas:


- Investimentos elevados: se existem diversas dificuldades com que os empreendedores se deparam nos mais diversos sectores de atividade, muitas mais se as que estão subjacentes à criação de empresas têxteis de base tecnológica, uma vez que os encargos associados aos investimentos necessários à ignição são por norma elevados (não se criam empresas têxteis de base tecnológica apenas com equipamentos IT);


- Educação e Formação: a experiência destes últimos anos diz-me também que um dos principais problemas se prende com a nossa cultura e em particular com a nossa formação e educação. Somos um povo de exploradores é verdade, mas será que também está no nosso ADN sermos empreendedores? Quero acreditar que sim, mas custa-me ver chegarem ideias interessantes aos diversos projetos de aceleração que o CAR-IDT possui, mas que revelam elevadas dificuldades na preparação dos seus Planos de Negócio, em particular ao nível financeiro.


Quando um empreendedor não consegue preparar (ou mesmo perceber a construção de) um Plano de Negócios sustentado, que possa levar um interessado (empresa ou particular) a investir, significa que as deficiências começaram muito atrás: na educação. Falta perceber se na educação intrínseca que cada um de nós vai acumulando ao longo da vida ou na educação no sentido estrito da palavra, isto é, nos manuais escolares e no próprio ensino. Formamos nas nossas escolas excelentes engenheiros, excelentes gestores, excelentes médicos, entre outras profissões, mas será que estamos a preparar os nossos alunos para poderem vir a ser empreendedores, caso seja essa a sua opção?


Paulo Cadeia


Licenciado em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho e Pós Graduação em Engenharia de SW pelo INESC. Paulo Cadeia iniciou a sua atividade profissional na TMG S.A. à qual se seguiu a SONAE onde esteve durante 5 anos responsável pelos sistemas de gestão de grande porte do grupo. No ínicio do milénio é contratado pelo CITEVE para a direção do departamento de sistemas de informação, acumulando a partir de 2006 a função de Diretor do Departamento de Gestão da Inovação. Com vasta experiência na gestão e coordenação de projectos nacionais e europeus, é também responsável pelo CAR-IDT (Centro de Alto Rendimento do CITEVE) uma incubadora orientada a empresas têxtil de cariz tecnológico.



 

Artigo de opinião elaborado no âmbito da revista Get Started Nº3 | Projeto LIFTOFF

 

Não é autorizada a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização do autor e do LIFTOFF.

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2018-07-02 14:24:14

Inovação nos Controlos de Gestão

A criação de Startups em Parques Tecnológicos ligados a Centros Universitários tem aumentado nos últimos cinco anos. Estas empresas são também consideradas uma das principais impulsionadoras do crescimento econômico do país. Desde o seu estabelecimento, o foco principal das Startups é o desenvolvimento e inserção dos seus produtos no mercado com uma forte presença tecnológica e de inovação no seu processo produtivo. De acordo com Alvesson & Kärreman (2004), o controle de gestão é necessário para que uma organização funcione. Recentemente, muitos estudos tentaram analisar as práticas dos controlos de gestão nas Startups (Manyaeva, Piskunov, & Fomin, 2016; Bolisani & Bratianu, 2017; Magdaleno, Engiel, Tavares, Pisa, & Araujo, 2017).


Considerando que as Startups estão constantemente mudando e adaptando-se às condições ambientais impostas pelo mercado, e que o foco na gestão pode não ser necessariamente o escopo, elaborou-se uma metodologia específica, denominada Canvas do Controle de Gestão com o objetivo de identificar em que medida as Startups vinculadas a Parques Tecnológicos e a Centros Universitários utilizam instrumentos de controle de gestão.


Esta nova metodologia tem por base o Business Model Canvas, proposto por Osterwalder & Pigneur (2010), uma vez que a maioria dos empreendedores desenvolve as suas idéias de negócios utilizando essa ferramenta. Assim, uma abordagem para os controles de gestão com o olhar do modelo proposto por Osterwalder potencializa uma melhor compreensão e entendimento do controle de gestão, em relação a diferentes categorias de análise.


A construção do Canvas do Controle de Gestão deu-se a partir da revisão da literatura atual e internacional. Foi possível identificar pelo menos 44 instrumentos e práticas de controle de gestão. Esses instrumentos foram classificados em nove categorias de análise: clientes, estratégia, sistemas de informação, qualidade, desempenho, colaboradores, riscos, orçamento e custos.


O Canvas do Controle de Gestão é ilustrado na Figura 1 com os instrumentos e práticas indicados na literatura, utilizado como base para auxiliar as organizações que desejem identificar em que medida ou de que forma podem potencializar o uso de instrumentos de controle de gestão no negócio.


Figura 2 - Canvas do Controle de Gestão com instrumentos por categoria de análise.

 

O Canvas de Controle de Gestão é uma ferramenta de gerenciamento estratégico; ajuda a fortalecer os controles existentes e a desenvolver novos; e ainda constitui-se em um mapa visual pré-formatado contendo 9 categorias de análise dos controles de gerenciamento da organização. A aplicação e validação desta ferramenta junto a mais de 70 empreendedores potencializou a construção de um Canvas com dimensões e adequações mais específicas à realidade destas empresas. O resultado pode ser acessado no link: https://padlet.com/wendy_carraro/canvasdocontroledegestao.




Wendy Carraro


Contadora, Economista, Especialista em Controlo de Gestão, Mestre em Sistemas de Informações e Apoio à tomada de Decisões, Doutora em Economia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Pós-doutorada na área de Empreendedorismo, Estratégia, Planeamento e Inovação em Negócios pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Atua há mais de 20 anos na área contábil, de finanças, planeamento, custos, orçamentos, gestão de pessoas e sistemas de informação, tendo desenvolvido trabalhos de capacitação em empresas de diferentes segmentos e portes. Atua há mais de 15 anos em docência, sendo atualmente Professora Adjunta do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais e do Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil.   


 

Artigo de opinião elaborado no âmbito da revista Get Started Nº3 | Projeto LIFTOFF

 

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2018-06-27 12:30:13

CVTube Online Talent Plataform with Video based Cv's

A próxima sessão de divulgação do projeto CVTube acontece no dia 4 de julho às 14h30 na Sala de Formação do Espaço AAUM, Universidade do Minho, Gualtar.



Breve descrição da sessão:


Esta sessão visa apresentar o projeto CVTube em Portugal e dar a conhecer uma ferramenta online que tem como intuito facilitar a aproximação entre as oportunidades de emprego e as candidaturas dos jovens europeus. Assumindo um carácter inovador, este projecto está inteiramente focado na área dos recursos humanos.

Vem conhecer a nova plataforma de talento online com CV's em formato video! Uma plataforma interactiva que aproxima os jovens aos potenciais empregadores.

 

Dinamizador:

Prof. Doutor Pedro Camões - Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho

 

INSCRIÇÕES AQUI - https://goo.gl/vTPKHq

 

Mais informações: liftoff@aaum.pt ou gip@aaum.pt

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